O grupo Mirateatro apresenta o espetáculo teatral O marinheiro, no Teatro Glauce Rocha, no perídio de 08 de abril a 01 de maio de 2016. A peça, dirigida por Nanci de Freitas, é uma encenação do poema dramático de Fernando Pessoa, escrito em 1913, no âmbito do movimento simbolista, e publicado em 1915, tendo completado seu centenário. Numa torre - um espaço fora do tempo histórico - três mulheres atravessam uma madrugada espectral, velando uma morta, envolvidas numa atmosfera de sonho e imaginação. Enquanto esperam o amanhecer, as três veladoras narram histórias de um tempo perdido, imerso na inocência, na beleza e na vivacidade da natureza. Sentindo-se esvanecerem entre imagens da memória e da ficção, elas caminham para um pesadelo, um suspense metafísico que gera o apelo angustiado: “quem poderia gritar para despertarmos?”. O Marinheiro é uma obra raramente encenada. A atmosfera ritual que por um lado lembra as tragédias antigas, por outro se aproxima de paisagens cênicas contemporâneas e de certa imobilidade, que nos faz pensar no teatro de Beckett. A encenação partiu da relação com o simbolismo, no entanto, procurou estabelecer uma perspectiva própria, com questões e meios da cena contemporânea.
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quarta-feira, 16 de março de 2016
A peça O Marinheiro, de Fernando Pessoa, ganha encenação no Teatro Glauce Rocha
O grupo Mirateatro apresenta o espetáculo teatral O marinheiro, no Teatro Glauce Rocha, no perídio de 08 de abril a 01 de maio de 2016. A peça, dirigida por Nanci de Freitas, é uma encenação do poema dramático de Fernando Pessoa, escrito em 1913, no âmbito do movimento simbolista, e publicado em 1915, tendo completado seu centenário. Numa torre - um espaço fora do tempo histórico - três mulheres atravessam uma madrugada espectral, velando uma morta, envolvidas numa atmosfera de sonho e imaginação. Enquanto esperam o amanhecer, as três veladoras narram histórias de um tempo perdido, imerso na inocência, na beleza e na vivacidade da natureza. Sentindo-se esvanecerem entre imagens da memória e da ficção, elas caminham para um pesadelo, um suspense metafísico que gera o apelo angustiado: “quem poderia gritar para despertarmos?”. O Marinheiro é uma obra raramente encenada. A atmosfera ritual que por um lado lembra as tragédias antigas, por outro se aproxima de paisagens cênicas contemporâneas e de certa imobilidade, que nos faz pensar no teatro de Beckett. A encenação partiu da relação com o simbolismo, no entanto, procurou estabelecer uma perspectiva própria, com questões e meios da cena contemporânea.
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