BETO GUEDES VOLTA AO TEATRO RIVAL
ÀS 19H30M COM O SEU "AMOR DE INDIO"
De Luiz Carlos Lourenço
Fotos de Vitoria Virtus
O cantor e compositor Beto Guedes faz seu segundo e último show hoje à noite no Teatro Rival, na Cinelândia, a partir das 19h30m, apresentando o repertório de seu disco “Amor de Índio”, que foi lançado em 1978 e se tornou um marco de sua carreira.
No disco "Amor de índio", muitas músicas se destacaram e fizeram sucesso em todo o Brasil. Além da faixa-título, "Feira moderna" também tocou nas rádios do país e, claro, não vai faltar no repertório do show que Beto Guedes apresenta neste sábado no Teatro Rival.
O cantor e compositor mineiro fez parte do famoso Clube da Esquina ao lado de Lô Borges, Marcio Borges e Milton Nascimento. Multi-instrumentista, Beto Guedes é autor de verdadeiros clássicos da moderna MPB como “Lumiar”, “Amor de índio” e “Sol de primavera”.
O processo de amadurecimento do jovem autor, cantor e polivalente instrumentista, então com vinte e poucos anos, incluía a entrada de “Feira Moderna” num FIC, a participação múltipla no seminal disco “Clube da Esquina”, os duetos com Milton em “Caso Você Queira Saber”, “Fé Cega Faca Amolada”, o exercício da criação coletiva.
Para o músico e compositor Pablo Castro, Beto Guedes é “o aviador de melodias”. Para o parceiro Márcio Borges, evocando “Jules et Jim”, “uma força da natureza que se exprime por cataclismos.”, como um vulcão que explode, se aquieta e de repente explode outra vez.
O sucesso de crítica e vendas do disco de estreia, “A Página do Relâmpago Elétrico” (1977) veio perto do casamento e, na sequência, o nascimento do primeiro filho, Gabriel, hoje um músico de talento e personalidade. E o trabalho reflete as consequências da vida pessoal na equilibrada paixão que traduz o disco.
Desenhado com a preciosa parceria de Ronaldo Bastos na coprodução, o álbum parte da balada com sotaque de rock que fornece o título e deságua na obra-prima “Cantar”, do pai, mestre Godofredo Guedes, deixando pelo caminho passos firmes e exercícios de delicadeza.
Da fundamental “Novena”, de Milton e Márcio Borges, à épica “O Medo de Amar É o Medo de Ser Livre” (Beto e Fernando Brant), o LP apresentava a fusão de cidade e interior de Tavinho Moura (“Era Menino”, “Findo Amor”, com Murilo Antunes na composição do discurso), os raios de luz refratados por Caetano Veloso (“Luze Mistério”) e Márcio Borges (“Sol de Primavera”) e o amor ao filho como visão de um mundo de liberdade (“Gabriel”, com o padrinho Ronaldo Bastos).
A música diversa e coerente, exuberante, surpreendente e absolutamente original distribuída nas treze músicas estabelecia a ponte definitiva entre Liverpool e Belo Horizonte, via Montes Claros, com uma visão poética política universal e um respeito generoso pela Humanidade e seus corriqueiros integrantes.
A música diversa e coerente, exuberante, surpreendente e absolutamente original distribuída nas treze músicas estabelecia a ponte definitiva entre Liverpool e Belo Horizonte, via Montes Claros, com uma visão poética política universal e um respeito generoso pela Humanidade e seus corriqueiros integrantes.
Vitoria Virtus e Beto Guedes
Teatro Rival Petrobras
Dia 14/03 – Sábado às 19h30
Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia
Preço:
Setor: A / Mezanino
R$ 100,00 (Inteira)
R$ 50,00 (Meia entrada para estudantes, idosos e professores da rede municipal)
Setor: B
R$ 90,00 (Inteira)
R$ 70,00 (Promoção para os 100 primeiros pagantes)
R$ 45,00 (Meia entrada para estudantes, idosos e professores da rede municipal)
Classificação: 16 anos






