Do almanaque Gaúcho,ZH. Ricardo Chaves
LIVRO RESGATA A MEMÓRIA DA PRODUÇÃO LITOGRÁFICA DA LIVRARIA DO GLOBO
Uma das pedras usadas para fazer impressões. Foto: Reprodução
Em uma das reformas pelas quais passou a loja da Livraria do Globo, na Rua da Praia, ao longo do corredor de entrada, foram colocados alguns elementos decorativos que aludiam ao glorioso passado daquela casa. Uma velha máquina Linotipo, painéis fotográficos com fotos antigas e algumas caixas de madeira contendo estranhas pedras com lindos desenhos.
A iniciativa da artista plástica Miriam Tolpolar resultou em um livro sobre a memória da litografia. Foto: Reprodução
Eu já tinha ouvido falar em litografia, claro, mas nunca tinha visto uma matriz litográfica ao vivo. Achei aquilo tão bonito, que a vontade que tive foi de apanhar uma delas e correr para casa antes de ser descoberto. A educação que recebi e, mais provavelmente, a covardia diante do peso da lei, me impediram da ação e, resignado, segui meu caminho.
Quarenta matrizes da antiga gráfica da Editora Globo foram resgatadas. Foto: Reprodução
Agora, tantos anos depois, fico sabendo que graças a iniciativa da artista plástica Miriam Tolpolar, blocos calcários como aqueles foram resgatados, restaurados e voltaram a produzir impressões de rótulos e estampas decorativas que fazem parte da memória coletiva. O trabalho resultou também em um livro.
Rótulos e estampas decorativas voltaram a ser impressos com as antigas pedras. Foto: Reprodução
Memória da Litografia: pedras raras da Livraria do Globo será lançado na quinta feira, às 20h, na Praça de Autógrafos da Feira do Livro. Finalmente, terei algumas das preciosas pedras, como fotos, reproduzidas num livro bem bacana.